O ministro dos Negócios Estrangeiros esteve nesta quarta-feira no concelho de Aljustrel, onde ficou a conhecer alguns investimentos com origem na diáspora da “vila mineira” espalhada pelo mundo.
“O que me trouxe aqui foi ver e valorizar o investimento oriundo da nossa diáspora”, admitiu Augusto Santos Silva em declarações exclusivas ao “CA”, já depois de visitar a unidade industrial da Pronal/ Strucflex, a funcionar em Aljustrel desde 2015 e gerida por Francisco Parreira, aljustrelense que trabalhava na empresa conseguiu convencer a administração da multinacional francesa a investir na sua terra.
Na opinião de Augusto Santos Silva, que esteve em Aljustrel acompanhado pelos secretários de Estado das Comunidades Portuguesas e da Internacionalização, José Luís Carneiro e Eurico Brilhante Dias, respectivamente, o caso da Pronal/ Strucflex acaba por ser um excelente exemplo para o país, uma vez que, na sua opinião, “o esforço de atrair investimento do estrangeiro para Portugal tem nas comunidades portuguesas um instrumento muitíssimo importante”.
O governante destacou ainda o empenho da Câmara de Aljustrel na diversificação da economia local, por forma a evitar uma dependência excessiva da actividade mineira. “Aljustrel é um belíssimo exemplo dessa diversificação económica. É muito importante que as nossas economias locais sejam diversificadas, porque estar dependente apenas de uma coisa é um risco”, observou.
Além do mais, continuou Augusto Santos Silva, o investimento com origem na diáspora é um dos pilares da internacionalização da economia nacional, a par da aposta das empresas portuguesas em novas mercados ou do aumento das exportações. “A internacionalização da economia portuguesa é a ‘chave’ para o seu futuro”, rematou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Notícia – Correio Alentejo