Dia 20 a Assembleia da República prepara-se para discutir e uma vez mais, já o fez em 2018, sem sucesso, propostas para a despenalização da Eutanásia.
Entendo que se deve dar a oportunidade aos Portugueses para decidir.
Devem ser consultados num Referendo Nacional sobre a Despenalização da Morte Assistida.
A Eutanásia é um grave erro moral e constitui a decisão mais grave para o Futuro da nossa Sociedade que a Assembleia da República pode tomar
Estando em causa a questão da vida ou da morte, direitos absolutos consagrados constitucionalmente, não cabe a Assembleia da Republica decidir. Ao fazê-lo pode estar a violar princípios elementares que são o pilar da nossa sociedade. O direito à vida humana é inviolável.
A fundamentação subjacente a quem defende a Eutanásia, circunscreve-se ao facto de que, dessa forma, se põe termo ao sofrimento, mas também se mata. É uma questão de ética, é uma questão de vida, não é uma questão de natureza politica nem legal.
Os partidos deviam antes preocupar-se no sentido de intensificar medidas no combate a pobreza, desenvolver a rede dos cuidados paliativos.
A Despenalização da Eutanásia significa abrir caminho a abusos contra a vida que podem tomar dimensões assustadoras.
É um assunto que muito tem que ser discutido, e não cabe aos deputados de uma forma quase leviana, resolve-lo. É uma questão muito profunda e complexa. O bem mais precioso de cada pessoa, é a própria vida.
Existem outros países do Mundo, onde a Eutanásia é legal. O risco da prática da morte sem o consentimento explicito da própria pessoa, existe. Há casos denunciados.
Sejamos contra ou a favor, pelas mais diversas razões, o certo é porém, não cabe a Assembleia da República decidir pelos Portugueses, é uma questão ética, é uma questão de vida. É uma decisão nossa.

Maria de Fátima Gomes