Inquérito realizado pela Associação às empresas entre 31 de maio e 3 de junho obteve 1.510 respostas válidas, revelando um cenário dramático para os próximos meses.

Os resultados apurados no inquérito da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal revelam o seguinte para os setores da restauração e bebidas e do alojamento turístico:

No setor da restauração e bebidas, 36% das empresas não reabriram a 18 de maio. Para aquelas que reabriram, cerca de metade registou uma faturação média abaixo dos 10% das receitas habituais.

As perspetivas para os meses de verão são dramáticas. 54% não vão conseguir suportar os encargos habituais (pessoal, energia, fornecedores e outros) já em junho, e 36% ponderam avançar para insolvência.

Para as empresas do alojamento turístico o cenário é igualmente preocupante, pois 49% continuavam encerradas no final do mês de maio.

A tradicional “época alta” será devastadora, com 30% dos inquiridos a perspetivarem uma taxa de ocupação máxima de 25%. Perante este cenário, 18% das empresas de alojamento ponderam avançar para insolvência.