Estes tempos de confinamento social dá-nos tempo para pensar, para refletir sobre nós e os outros. Apesar de termos muito tempo disponível, por vezes também nos aparece aquela ausência de vontade de fazer, de pensar. A chamada preguiça!

Todos sabemos que a devemos combater, mas é mais fácil dizer que fazer! E, para combatermos a falta de vontade, nada melhor que manter-nos ativos, ocupados.

Este preâmbulo surge no seguimento do título desta crónica. Solidariedade. E a melhor forma de sermos solidários com os nossos semelhantes hoje em dia é ficar em casa. Sim, esta é a melhor prova de solidariedade que damos aos nossos filhos, à família, aos nossos vizinhos e conhecidos.

Sei que este é um tema por demais debatido e falado em cada canto e recanto do nosso Portugal mas infelizmente ainda existem alguns mentecaptos que, ou são surdos, não sabem ler ou são simplesmente estúpidos.

As imagens que vemos no dia a dia nas televisões, nas redes sociais, nos jornais, apenas mais nos entristecem ao verificarmos que alguns, provavelmente que se consideram mais inteligentes, tomam atitudes de verdadeiros idiotas!

Mas a solidariedade também se pode e deve manifestar de outras formas. O voluntariado, o serviço comunitário, a ajuda a quem precisa, também são formas de manifestar a nossa solidariedade nos tempos difíceis que atravessamos. Todos devemos ser solidários, sem colocar em risco claro, os nossos.

Enquanto assistimos aos esforços das nossas autarquias, câmaras e juntas de freguesia, no apoio aos mais necessitados, na ajuda a quem mais precisa dela, no planeamento dos planos de contingência tão necessários como essenciais, devemos pensar no que podemos fazer.

Existem instituições de solidariedade social que muito precisam da nossa ajuda. O apoio que possamos prestar, quer ao nosso vizinho do lado, que às várias instituições que bem dele precisam será apenas uma gota de água mas fará toda a diferença para que possamos ultrapassar esta crise que é de todos nós.

Quem pode deve, na medida do possível, voluntariar-se.

Devemos informar-nos junto das entidades oficiais onde e quando o podemos fazer. Porque alguém precisa de nós. Para que alguém nos possa ajudar. Vamos mostrar a todos do que são feitos os alentejanos.
Já passámos por muito. Este é apenas mais um obstáculo que iremos ultrapassar. Juntos.

A respeitar todas as indicações da DGS. A ser solidários.

José Francisco Encarnação
Presidente da Assembleia de Freguesia da UFAGP